Imagem capa - Herpes - o que não fazer quando visitar um bebê por Amar Fotografias de Família
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Herpes - o que não fazer quando visitar um bebê

Olá queridos


na semana passada uma postagem no Facebook da mãe Amy Stinton ganhou grande repercussão pois ela relatou, com fotos chocantes, o estado de saúde do seu filho após ter contraído o vírus da herpes após um beijo de uma pessoa que foi visitá-los dias antes.



     Fonte da foto: Facebook


O pequeno Oliver, de apenas 14 meses, começou a apresentar uma série de erupções na pele. O menino precisou ficar internado por quatro dias para tratamento. 


Passado o susto, Oliver passa bem mas terá que lidar com novas erupções de herpes pelo resto da vida. Sim, você leu certo: PARA O RESTO DA VIDA! Alguns tipos de Herpes não tem cura, apenas medicamentos que amenizam os sintomas. Em bebês com menos de 3 meses, pode ser letal pois o organismo dos pequenos não possui imunidade suficiente para combater o vírus.  


Fui procurar mais informações sobre essa doença e descrevo aqui um texto do Dr Drauzio Varella:


" Existem oito diferentes vírus da família Herpes que podem causar doença em humanos. Dentre eles, os Herpes tipo 1, 2 e 3 provocam quadros semelhantes de lesões de pele que podem reaparecer após um período variável de ausência de sintomas.

O Herpes tipo 1 é responsável pelo quadro de herpes oral, que se caracteriza por vermelhidão, ardor e pequenas bolhas preenchidas com líquido claro, comumente na região do lábio ou na parte interna da boca. Geralmente, o primeiro contato com o vírus ocorre durante a infância, através de secreções orais. Em seguida, o vírus se aloja em um neurônio e lá pode permanecer durante toda a vida do indivíduo sem causar qualquer sintoma, em um estado que chamamos de latência.

O Herpes tipo 2, por outro lado, é o principal responsável pelo quadro de herpes genital. Observamos também vermelhidão, ardor e pequenas bolhas com líquido claro na região da vulva, pênis ou ânus, ou ainda em regiões como nádegas e virilha. Em geral, o primeiro contato com o vírus ocorre na adolescência ou início da vida adulta e as lesões podem ser intensas a ponto de provocar ardor para urinar e desconforto que impede as relações sexuais. Além disso, a presença de lesões pelo Herpes tipo 2 aumenta o risco de contágio por outras doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV.

Depois do primeiro contato, algumas pessoas apresentam repetidos quadros de herpes, o que caracteriza o herpes oral ou genital recorrente. Há inclusive quem relate desencadeantes bem identificados para essa manifestação, tais como exposição ao sol, estresse, período perimenstrual, etc.

Nesses casos, o que ocorre é uma reativação do vírus que se encontrava latente, sua multiplicação e transporte a partir do neurônio até a pele e o aparecimento de lesões.

Esse quadro é considerado benigno e pode resolver-se em cerca de 5-7 dias sem necessidade de tratamento específico. Entretanto, o uso de medicações que combatem o Herpes tipo 1 ou tipo 2 logo no início do quadro pode abreviar os sintomas, ou até bloquear o aparecimento das bolhas. Além disso, para pessoas que apresentam episódios de herpes muito frequentes, o uso diário e contínuo de medicações contra o vírus pode prevenir a recidiva da doença e reduzir sua transmissão.

O Herpes tipo 3 é mais conhecido como vírus da varicela, ou vírus da catapora. A infecção inicial ocorre frequentemente durante a infância, através do contato com secreções orais, e é seguida pelo quadro clássico da catapora, com lesões avermelhadas espalhadas pelo corpo e pequenas bolhas com líquido claro.

O vírus da varicela também estabelece latência em neurônios e pode reativar-se anos depois, dessa vez com vermelhidão, dor intensa e bolhas restritas ao território correspondente ao nervo acometido. A distribuição das lesões na pele é bastante característica dessa doença, popularmente conhecida como “cobreiro”, ou Herpes Zóster.

Nesse caso, o tratamento antiviral é prontamente indicado para acelerar a cicatrização e reduzir a dor. Entretanto, mesmo com tratamento, há pessoas que permanecem com dor de difícil controle vários meses ou anos depois da resolução das lesões de pele.

Existem vacinas para prevenir tanto a varicela quanto o Herpes Zóster. Infelizmente, elas ainda não estão disponíveis na rede pública de saúde do Brasil. Quanto ao Herpes tipo 1 e tipo 2,  até o momento, não há vacinas que protejam contra a infecção."

Fonte - Site do Dr Drauzio Varella


Se existe algo que apavora 100 em cada 100 mães é ver um filho doente. Alguns cuidados podem ser tomados para evitar que incidentes como esse sejam evitados, principalmente com recém nascidos. Para você que vai visitá-los, alguma dicas:


- Os bebês são a fonte mais pura de fofura desse mundo. Sim! Bochechas e dobrinhas que dão vontade de morder, de beijar, de abraçar. Mas controle-se! Contatos diretos com a pele do bebê podem transmitir vírus que talvez você nem saiba que tenha. Acredito que a grande maioria das pessoas que transmitem esse vírus para uma criança, como no caso do Oliver, não tem idéia do mal que podem estar causando. Na dúvida, apenas utilize as mãos devidamente higienizadas para fazer carinhos e afagos.


- Higienize as mãos assim que entrar no ambiente, antes de pegar ou tocar no bebê 


- Não utilize perfumes fortes para visitar um recém nascido. 


- Ligue antes de visitar um recém nascido para saber se os pais estão dispostos e preparados para uma visita


- Seja breve, deixe para colocar o papo em dia quando o bebê for maiorzinho.


- Se você está gripado, resfriado ou com qualquer outra doença que possa ser transmitida ao bebê (de qualquer idade), evite as visitas.


- Não fume antes nem durante a visita, definitivamente.


- Não insista em pegar a criança no colo caso a mãe ou o bebê não queira. Não cause constrangimentos desnecessários ;)


- Não fotografe o bebê sem autorização (também não vale postar nas redes sociais sem a autorização dos pais)


- Não peça para os pais acordarem o bebê, e não faça isso em hipótese alguma. Seja legal ;)


- Segure os palpites e opiniões. As mães geralmente são as pessoas que mais entendem o que querem os filhos e cada criança é única. Por mais que tenha funcionado com você, pode não necessariamente funcionar para o outro. Em casos extremos, você pode gentilmente dar uma indicação, mas nunca imperativa.


Para as mamães, compartilhem essas informações para que esses incidentes aconteçam cada vez menos, pois não há nada melhor que a informação. 


Beijos e até a próxima,